Síndrome do Pânico – Principais Causas e Sintomas

Também chamada tecnicamente de “Ansiedade Paroxística Episódica”, a Síndrome do Pânico se caracteriza como uma doença que surge de forma repentina, sem que seja esperada ou dê sinais claros.

A ciência médica ainda hoje considera sem explicação clara as crises de ansiedade aguda provocadas pelo problema, crises essas que se destacam pela presença de muito medo e desespero por parte dos pacientes.

Inclui-se ainda às apresentações relatadas anteriormente, muitos sinais e sintomas físicos e emocionais aterrorizantes, que alcançam sua força máxima em até 10 minutos.

Mesmo esta síndrome não sendo ainda um tema tão presente no dia-a-dia e comum para a maioria da população, as estatísticas mais recentes demostram que é cada vez maior o número de pessoas atingidas por essa moléstia.

Outro dado fundamental revelado pelos estudos atuais sobre este distúrbio, é que ele atinge de forma prioritária ou majoritária, as pessoas do sexo feminino.

Inclusive, um estudo apresentado recentemente nos Estados Unidos pela NCS (National Comorbidity Survey), revelou que mais de 70% das pessoas que apresentam a Síndrome do Pânico são mulheres.

Síndrome do Pânico x Rotina de Vida Diária

As pessoas que sofrem deste distúrbio relatam frequentemente que sentem uma sensação muito forte durante a ocorrência dos ataques de pânico.

Esse problema é tão grave e os sinais, já citados anteriormente, são tão potentes que, invariavelmente terminam por alterar suas rotinas e atividades de vida diárias, pois relatam muito receio de que suas crises possam surgir a qualquer momento.

Esse pavor com um possível surgimento de uma nova crise tem potencial para desencadear uma ampla e vasta gama de novos problemas.

Uma das primeiras perdas observáveis a este paciente é o isolamento social da pessoa, principalmente se ela já apresentou um quadro de crise dentro de um espaço público, onde tinham muitas pessoas presentes.

Com isso então, ela passa a evitar qualquer tipo de contato social, para evitar se colocar neste tipo de situação novamente.

Desse modo, são abertas portas para outros e novos distúrbios.

Exemplo clássico disso é o aparecimento de um quadro de depressão, problema que tem potencial de acentuar mais ainda o quadro de Transtorno do Pânico.

Principais Causas da Síndrome do Pânico

Como já citado inicialmente, ainda não se sabe com certeza quais são as possíveis causas que provocam este distúrbio, pois não foram feitos estudos que comprovem com eficácia de 100% uma ou outra causa, ou seja, a ciência ainda não é conclusiva sobre este tema.

Porém, de forma geral, é possível se afirmar que são muitos os fatores que podem colaborar com o surgimento desta doença e seu desenvolvimento.

Dentre as principais causas que suspeita-se estarem envolvidas nestes quadros, estão alguns fatores genéticos e ambientais, estresse acentuado, uso abusivo de certos fármacos (como as anfetaminas), uso excessivo de drogas e álcool, entre outros.

Principais Sintomas Apresentados

A primeira classe de sinais do Transtorno do Pânico engloba o aspecto físico.

E dentre os principais apresentados por alguém que está apresentando uma crise de ataque de pânico, podemos citar os seguintes:

  • Aumento dos Batimentos Cardíacos;
  • Palpitações;
  • Suor em Grande Quantidade;
  • Tremedeira;
  • Dificuldade para Respirar ou mesmo falta de ar;
  • Impressão Constante de estar com Asfixia;
  • Dores ou Desconforto na Região do Peito;
  • Tonturas;
  • Sensação de Fraqueza;
  • Sensação de Calor;
  • Calafrios;
  • Sensação de Formigamento;
  • Sensações de Entorpecimento.

Além dos sintomas físicos mais comuns citados acima, as manifestações de ataques de pânico podem ainda gerar sintomas psicológicos, sintomas estes que podem se apresentar em variados níveis de intensidade.

Estão dentre os principais sintomas as seguintes manifestações:

  • Medo Intenso, na imensa maioria das vezes sem nenhuma causa clara;
  • Perda da razão ou controle sobre os pensamentos;
  • Impressão de estar fora do corpo;
  • Angústia ou medo extremo de morrer;
  • Sensação de estar sendo esmagado.

Como é Feito o Diagnóstico Desses Pacientes

Como em qualquer doença, o único profissional capacitado para fechar o diagnóstico clínico de qualquer pessoa é o médico.

Por isso é fundamental procurar um especialista assim que quaisquer desses sintomas aparecem e permaneçam.

No decorrer da consulta, o especialista saberá definir corretamente o problema e fechar um diagnóstico de Síndrome do Pânico, se for este realmente o caso.

Será usado como referência pelo profissional para chegar a este diagnóstico, os critérios estabelecidos no DSM.IV, ou seja, o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais.

É importante citar que, uma crise isolada ou uma reação de medo extremo ao se enfrentar intercorrências e ameaças reais na vida, não compõem acontecimentos suficientes para o diagnóstico da moléstia.

Para que seja fechado o diagnóstico de Transtorno do Pânico, as crises sofridas necessitam ser recorrentes e ainda causar transformações importantes no comportamento da pessoa, interferindo fortemente nos hábitos de vida daquela pessoa.

É fundamental citar ainda que existem outras doenças que podem apresentar sintomas muito parecidos com a Ansiedade Paroxística Episódica, como um ataques cardíaco, os demais transtornos de ansiedade, hipertireoidismo, epilepsia, hipoglicemia, entre possíveis outros.

Formas de Tratamento

Devido ao que foi dito anteriormente, reiteramos mais uma vez a necessidade de se procurar um médico especialista, pois somente ele poderá distinguir os sintomas para se chegar a um diagnóstico correto.

Assim que tal diagnóstico é fechado, deve-se iniciar o tratamento do distúrbio imediatamente, e tal tratamento pode ter que incluir variadas abordagens para o problema.

Geralmente, o tratamento é iniciado com a prescrição de fármacos antidepressivos para os pacientes, como os tricíclicos ou os de nova geração, além de psicoterapia, em particular a psicoterapia cognitivo-comportamental.

Este tipo de psicoterapia defende a exposição do paciente a situações que provocam pânico no mesmo, de modo sistemático, gradual e progressivo, até que aconteça a chamada “dessensibilização diante do agente agressor”.

Bom, por hoje eram estas as principais informações que gostaríamos de dividir com você.

Caso você tenha alguma experiência ou conhecimento nesta área, fique à vontade para compartilha-la conosco.

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