Eletroencefalograma – Para que Serve e Como se Preparar

O Eletroencefalograma, também chamado pela abreviatura EEG, é um exame muito utilizado na prática clínica por médicos, pois ele avalia a atividade elétrica cerebral espontânea.

Ou seja, aquela atividade captada por meio do uso de eletrodos específicos posicionados diretamente no couro cabeludo do paciente.

Sabendo que esta atividade elétrica espontânea está presente nos seres humanos desde o momento de seu nascimento, o exame passa a ser útil para auxiliar em diagnósticos de pacientes de qualquer idade, desde recém-nascidos portanto, passando por crianças, adultos, até pacientes idosos.

O principal propósito da realização desse exame é auferir um registro seguro da atividade elétrica cerebral no diagnóstico de possíveis ou eventuais desequilíbrios dessa atividade.

Em que Momento é Indicado Realizar o Eletroencefalograma?

​O médico é sempre o profissional que irá solicitar este e os demais exames da clínica médica.

E falando especificamente sobre o EEG, existem certas situações, após consulta médica, em que o profissional indicará realização do mesmo, seja para sanar alguma dúvida ou elucidar uma hipótese, como nas seguintes situações:

  • Dúvidas sobre possíveis variações da atividade elétrica cerebral e dos ritmos cerebrais fisiológicos.
  • Casos de Epilepsia ou suspeita clínica da doença.
  • Pacientes que demonstram algum tipo de alteração da consciência.
  • Avaliação diagnóstica de pacientes com outras doenças neurológicas, como uma patologia degenerativa ou infecciosa por exemplo, ou ainda em doenças psiquiátricas.

Como é Realizado o EEG na Prática?

O Eletroencefalograma é feito por meio da disposição de eletrodos sobre o couro cabeludo do paciente, contando com a ajuda de um produto condutor (pasta nesse caso) que, além de servir também como um fixador do eletrodo, possibilita a obtenção correta dos sinais elétricos que constituem a atividade elétrica cerebral.

Logo de começo, é realizado um registro de forma espontânea dessa atividade elétrica cerebral do paciente no decorrer da vigília, ou seja, com o paciente acordado.

Quando possível, é interessante também fazer o registro desta atividade cerebral durante a ocorrência da sonolência e do sono propriamente dito.

Isso é necessário, nos casos em que há tal possibilidade, porque o registro desses eventos em todos esses estados citados, eleva a sensibilidade do método na identificação de variadas anomalias.

Logo depois do registro espontâneo, são feitas as provas de ativação, ou seja:

A hiperpnéia, onde o paciente faz incursões respiratórias forçadas e rápidas, em torno de 3 a 4 minutos, e fotoestimulação intermitente, onde é colocado de frente ao paciente uma lâmpada que produz flashes com frequências que variam em torno de 0,5 a 30 Hz.

A principal meta destas provas de ativação é conseguir aumentar a sensibilidade do exame, além de tentar detectar alterações específicas que tem a possibilidade de serem provocadas através destas provas.

Existe alguma dificuldade em realizar este exame em crianças, pois as mesmas demonstram na maioria das vezes, comportamentos reativos à prática do exame, sendo possível realizá-los somente através de uma leve sedação com hidrato de cloral.

Em situações assim, o registro da atividade é realizado no decorrer do sono induzido, e ao final do exame, a criança é acordada para realização do registro durante a vigília.

Feito o EEG, o registro é encaminhado ao médico solicitante, que geralmente é um médico neurofisiologista clínico (eletroencefalografista), que ao analisar o exame, dará atenção especial aos eventos demonstrados no decorrer do exame pelo paciente.

Contraindicações Possíveis para Realização do Exame

Não são conhecidas grandes condições impeditivas para realização do exame, porém, costuma-se dividir questões assim em contraindicações Absolutas e Relativas.

No quesito absoluto, para o exame de EEG, não há contraindicação alguma conhecida para sua realização, muito por conta de se tratar de um exame do tipo não-invasivo.

Já no quesito de relativas, temos como possíveis contraindicações condições como: seborreia excessiva, infecção de pele no couro cabeludo e pediculose.

Limitações do Exame

O EEG oferece uma avaliação transversal da atividade elétrica cerebral no decorrer de realização do exame, que normalmente tem duração mínima de 20 minutos.

Assim, algumas alterações ocasionais demonstradas pelo paciente, podem não ser detectadas com o Eletroencefalograma.

Ainda que os métodos de ativação aumentem a sensibilidade do EEG para diagnóstico de desequilíbrios epileptiformes, o registro pode ser normal, ou seja, sem apresentar quaisquer alterações.

Pode acontecer portanto de, pacientes com epilepsia apresentarem como resultado do exame uma condição sem anormalidades.

Há Chances de Acontecer Complicações no Decorrer do Exame?

Normalmente, na imensa maioria dos exames, não existe risco algum demonstrado ou relacionado à realização do EEG.

Em ocasiões muito raras, o paciente pode apresentar crise epiléptica no decurso da realização das provas de ativação (hiperpneia e fotoestimulação intermitente).

Preparo Necessário para Fazer o Exame com Segurança

​Algumas simples condições devem ser respeitadas para realização do Eletroencefalograma com toda tranquilidade. Confira a seguir:

  • É indicado que o paciente se alimente muito bem antes do exame, com comidas leves.
  • É recomendado comparecer na clínica com os cabelos limpos e secos, isso para que seja possível uma fixação perfeita dos eletrodos.
  • Por conta da importância do registro de sonolência e sono, orienta-se especial atenção à privação parcial de sono na noite anterior a realização do exame.
  • Assim, o paciente deve dormir no mínimo quatro horas a menos do que o de costume.

Eram estas portanto as principais informações que gostaríamos de compartilhar com você a respeito da realização deste exame de Eletroencefalograma.

E você, já o fez alguma vez?

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