Dipirona – Para que Serve, Como Usar e Efeitos Colaterais

Conhecida e utilizada a mais de 90 anos, a dipirona, que também é conhecida como dipirina sódica ou monoidratada, nada mais é do que um medicamento anti-inflamatório não-esteroidal, que tem ação analgésica e antitérmica.

O fármaco é recomendado para atuar principalmente contra febres, dores de cabeça, dores musculares, cólicas, entre outras moléstias.

Este medicamento engloba ainda o grupo dos fármacos que são desobrigados de terem prescrição médica para ser adquirido.

É justamente por este motivo que o produto é facilmente comprado em qualquer drogaria, mesmo sem a prescrição de uma receita médica.

Apesar disso, é fundamental dispor de certos cuidados com seu uso, pois, assim como outros medicamentos, seu uso indiscriminado e sem orientação médica, pode trazer vários riscos a quem o utiliza.

Tipos de Dipirona

Este medicamento pode ser encontrado em até 3 diferentes apresentações, sendo elas: administração via oral, em comprimido ou gotas.

Existe ainda a alternativa injetável, porém esta versão do medicamento é liberada para ser usado apenas dentro do ambiente hospitalar e aplicado por profissionais de enfermagem.

Diversos laboratórios oferecem no mercado a dipirona, que comercialmente é encontrada por vários nomes, como Novalgina, Anador, Magnopyrol, entre outras marcas comerciais e é claro, as versões genéricas.

Quanto Tempo Leva para Fazer Efeito?

Após administração da medicação, é muito importante saber quanto tempo leva para que o mesmo comece a fazer efeito.

Isso vai depender da forma pela qual ele foi administrado, ou seja, as formas líquidas do produto são muito mais rápidas em seus efeitos, já as outras versões levam em média de 30 a 60 minutos para iniciar a combater os sintomas dos pacientes.

Efeitos Colaterais Possíveis ou Esperados

Dúvidas Sobre Remédios

Pessoas que rotineiramente enfrentam crises de pressão baixa precisam tomar cuidado especial no uso da dipirona, pois em alguns casos ela pode causar ou aumentar este problema.

É muito importante portanto antes de utilizar por conta o produto, consultar um médico para que o mesmo libere o uso ou não do remédio para o seu caso especifico.

É fundamental também que pessoas que tenham problemas hematológicos e renais não utilizem o medicamento de modo indiscriminado, pois, apesar de raro, podem acontecer episódios onde o produto agrave tais situações.

Como vimos anteriormente, o fundamental é ter prudência em sua utilização, pois além de ser possível lhe fazer mal em grandes dosagens, seu uso indiscriminado pode mascarar sinais e sintomas de uma doença mais grave que requer imediato tratamento médico.

Portanto, sempre que você ou algum familiar apresentar febre, dores ou demais sintomas com alguma recorrência, é fundamental procurar imediatamente um médico especialista.

Casos de Superdosagem – O que Acontece e Como Proceder

Em casos de aplicação de grandes dosagens do medicamento, é possível e até esperado que alguns sinais apareçam, tais como:

  • Náuseas e enjoos;
  • Vômitos;
  • Dores Abdominais;
  • Perturbação da Função Renal;
  • Vertigem;
  • Sonolência;
  • Queda Súbita da Pressão Arterial;
  • Arritmia Cardíaca e outros possíveis sinais.

Contraindicações Contra o Uso da Dipirona

Mulher Tomando Pílula

A dipirona é fortemente contraindicada para crianças menores de 3 meses de vida e que tenham peso abaixo de 5 quilos, pois nas mesmas o medicamento pode alterar a pressão arterial.

O medicamento não é recomendado ainda para mulheres gestantes que estejam no primeiro trimestre de gravidez, por conta do iminente risco de malformação do feto.

Já as mulheres que estão nos demais trimestres de gravidez só podem utilizar o fármaco quando há liberação e acompanhamento de seu médico.

Ainda dentro das contraindicações de uso da dipirona estão as pessoas portadoras de doenças no fígado ou na medula óssea e aquelas alérgicas à dipirona e seus princípios ativos, ou aos medicamentos da classe das pirazolonas.

É importante citar ainda e ressaltar que durante o uso do medicamento é altamente contraindicado que se consuma bebidas alcóolicas, pois o efeito negativo das mesmas pode ser potencializado em situações como essa.

Interações Medicamentosas

Até este momento, a única interação medicamentosa importante reconhecida é com a substância “ciclosporina”, que é uma droga indicada para pacientes que passaram por transplante de órgãos ou que ainda são portadores de doenças autoimunes.

Essa interação é importante de ser observada porque a dipirona tem o poder de reduzir os níveis da ciclosporina no sangue, reduzindo assim seus efeitos ou mesmo cortando por completo o mesmo.

A ciclosporina auxilia a combater os ataques que nossas próprias células de defesa fazem ao nosso corpo, seja em uma doença autoimune ou em caso de transplante de órgãos.

Assim, caso ela tenha sua ação impedida pela dipirona, que diminui seus níveis no organismo, existe um grande risco de rejeição ao transplante realizado ou de crises de uma enfermidade autoimune.

Além desta importante interação, não há nenhuma outra que se tenha conhecimento, seja com outros fármacos ou alimentos, que seja motivo de maiores preocupações.

Dipirona x Dengue

Uma pergunta muito repetida a todo momento diz respeito ao uso da dipirona por pacientes que estejam com dengue.

Afinal, posso tomar dipirona se estiver sido diagnosticado com dengue?

E a resposta para essa pergunta é sim!

Para dizer a verdade, a dipirona é um dos pouquíssimos medicamentos que podem ser usados para tratar a febre e as dores causadas por esta doença, contrariamente aos medicamentos anti-inflamatórios esteroidais, que podem interferir na formação das plaquetas presentes no sangue.

Apesar do que foi dito acima, recomendamos e ressaltamos firmemente que, caso você suspeite ou perceba sinais que indiquem a doença, você deve procurar imediatamente um serviço hospitalar para fazer o diagnóstico correto, para que um médico prescreva corretamente o tratamento necessário.

Conforme percebido ao longo deste artigo, a dipirona é um medicamento liberado para uso sem necessidade de receita médica, pois ela trata a principio dos problemas considerados como de menores riscos potenciais ou transtornos menores.

Apesar disso deve-se sempre operar o bom senso, assim, após tomar algumas vezes o medicamento e os sintomas não desaparecerem, é preciso o quanto antes marcar uma consulta com um especialista.

Dessa forma você terá maior segurança no tratamento e não irá mascarar um problema que se descoberto a tempo, pode ser tratado com maior facilidade.

E você, já fez ou faz uso da dipirona?

Qual sua experiência com este fármaco?

Divida sua experiência com nossos leitores, pois sua vivência específica pode ser exatamente o problema de outro, assim você ajudará a muitos.

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